Salmos 109:11

Salmos 109:11
“Lance o credor a mão a tudo quanto tenha, e despojem os estranhos o seu trabalho.”
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O que este versículo diz

O quadro da ruína prossegue no terreno material. O salmista pede que "o credor" lance a mão a tudo o que o adversário possui e que estranhos saqueiem o fruto de seu trabalho. É a imagem da falência total: dívidas que engolem os bens, e desconhecidos que se apoderam do que alguém levou uma vida para juntar. Nada resta ao injusto do que acumulou, muitas vezes, à custa de outros.

Há aqui um princípio moral que percorre a Escritura: os bens conquistados pela opressão não permanecem. O sábio de Provérbios dizia que a riqueza mal adquirida diminui. Sem transformar o versículo em desejo pessoal de vingança, o leitor pode reconhecer nele o anseio de que a injustiça econômica não seja a última palavra, de que quem despojou os fracos não desfrute em paz do que roubou. Para nós, é também um alerta invertido: apegar a vida ao que se acumula é construir sobre areia. O que edifica de verdade é a misericórdia, cuja ausência o próprio salmo denunciará no versículo 16.

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