Rute 2:2

Rute 2:2
“E Rut a moabita disse a Noemi: Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas após daquele em cujos olhos eu achar graça. E ela lhe disse: Vae, minha filha.”
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O que este versículo diz

Rute toma a iniciativa. Em vez de ceder ao desânimo, a jovem viúva moabita se dispõe a trabalhar, propondo ir aos campos respigar, isto é, recolher as espigas deixadas para trás pelos ceifeiros. A Lei de Israel previa esse direito aos pobres, aos órfãos, às viúvas e aos estrangeiros, que podiam entrar nas lavouras e aproveitar o que sobrava da colheita. Rute encaixa-se em várias dessas categorias ao mesmo tempo, e sua fala revela humildade: pretende apanhar "após daquele em cujos olhos eu achar graça", ou seja, dependendo da boa vontade de algum proprietário.

A resposta terna de Noemi, "Vai, minha filha", mostra que o afeto entre as duas resistiu à dor. Chama a atenção que a estrangeira sustente a sogra israelita, invertendo o que se esperaria. Há dignidade no trabalho humilde e há fé em quem se dispõe a começar de baixo. Diante da necessidade, Rute não espera um milagre pronto: ela age, e confia que Deus a encontrará no caminho do esforço honesto.

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