Provérbios 16:10
“Adivinhação se acha nos lábios do rei: em juízo não prevaricará a sua boca.”
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“Adivinhação se acha nos lábios do rei: em juízo não prevaricará a sua boca.”
O que este versículo diz
Começa aqui uma pequena série de provérbios sobre a realeza, refletindo o contexto de uma corte onde o rei encarnava a justiça pública. A palavra traduzida por "adivinhação" é forte e pode surpreender; ela indica uma sentença que carrega peso quase oracular, como se a decisão do rei tivesse autoridade decisiva e inspirada. O provérbio não canoniza qualquer rei; ele descreve o ideal do governante justo, cuja palavra deveria refletir a verdade divina.
A segunda parte esclarece: em juízo, sua boca "não prevaricará", isto é, não trairá a justiça. É, portanto, tanto uma descrição do ideal quanto uma exigência: quem detém autoridade fala com um peso que afeta vidas, e por isso deve falar com integridade. Para o leitor, mesmo sem trono, há aplicação: toda autoridade, seja de um pai, chefe ou líder, carrega responsabilidade sobre a verdade de suas decisões. E há um convite a orar por quem governa, para que suas palavras sirvam à justiça, e não a interesses.