Levítico 13:51

Levítico 13:51
“Então examinará a praga ao sétimo dia; se a praga se houver estendido no vestido, ou no fio urdido, ou no fio tecido, ou na pele, para qualquer obra que for feita da pele, lepra roedora é, imunda está;”
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O que este versículo diz

Terminada a quarentena, o sacerdote reexamina. O critério é o movimento: se a praga "se houver estendido", cresceu e avançou pelo tecido ou pelo couro, então é "lepra roedora" e a peça está imunda. A expressão traduzida por "roedora" transmite a ideia de algo que corrói, que devora a fibra de dentro para fora, insaciável. É a expansão que define a gravidade — não o tamanho inicial, mas a tendência a tomar conta. Esse princípio atravessa toda a passagem, dos versículos sobre a pele aos das roupas: o mal verdadeiramente perigoso é o que não para. Há aqui uma imagem espiritual poderosa, usada depois pelos próprios apóstolos ao falar de como certas palavras e vícios "corroem como gangrena". O que rói cresce em silêncio e consome o bem ao redor. Para o leitor, o versículo convida a perguntar, com honestidade, o que em nós está se "estendendo" — um ressentimento, um hábito, uma frieza. O sinal de alarme não é o defeito existir, mas o defeito avançar sem ser contido.

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