Jó 15:16

Jó 15:16
“Quanto mais abominável e fedorento é o homem que bebe a iniquidade como a água?”
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O que este versículo diz

Elifaz chega ao clímax de seu argumento sobre a impureza humana com uma linguagem propositalmente chocante: se nem os seres celestes são puros, quanto mais "abominável e corrompido" é o homem que "bebe a iniquidade como água". A imagem é forte, quase repulsiva. Beber o mal como se bebe água significa cometê-lo com naturalidade, com sede, sem esforço e sem escrúpulo, como parte cotidiana da existência. Elifaz pinta a humanidade como avidamente inclinada ao pecado.

O retrato tem seu fundo de verdade, pois a Escritura reconhece a profundidade da inclinação humana ao mal. Mas note-se de novo o alvo: Elifaz não descreve a humanidade para chamar a si mesmo ao arrependimento; descreve-a para enquadrar Jó nesse quadro degradante. É uma teologia correta em premissa e cruel em aplicação. O leitor aprende a desconfiar de todo discurso que fala do pecado do homem em geral apenas para condenar um homem em particular. A consciência do próprio pecado deveria nos aproximar do sofredor como irmãos, não colocar-nos sobre ele como juízes.

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