Jó 15:15
“Eis que nos seus santos não confiaria, e nem os céus são puros aos seus olhos.”
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Neste versículo
- Quem falaElifaz
“Eis que nos seus santos não confiaria, e nem os céus são puros aos seus olhos.”
O que este versículo diz
Para reforçar a impureza humana, Elifaz argumenta do maior para o menor: se Deus não confia nem em seus "santos", e se nem os céus são puros aos seus olhos, quanto menos o homem. Os "santos" aqui provavelmente designam os seres celestes, os anjos da corte divina, e os "céus" podem incluir tanto a abóbada celeste quanto essas potências angélicas. A ideia é que, diante da absoluta santidade de Deus, até a criação mais elevada empalidece.
Há aqui uma intuição grandiosa e verdadeira sobre a transcendência divina: Deus é de tal modo santo que toda pureza criada é relativa perante ele. Essa reverência é saudável e nos guarda de projetar em Deus a mediocridade humana. O erro de Elifaz, mais uma vez, não está na afirmação, mas na intenção: ele a usa para esmagar Jó, e não para conduzi-lo ao assombro adorador. Diante de um Deus assim, a resposta natural não é acusar o próximo, mas curvar-se, reconhecendo que a graça, e não o mérito, é a única base sobre a qual qualquer criatura pode estar de pé.