Jeremias 51:3

Jeremias 51:3
“O frecheiro arme o seu arco contra o que arma o seu arco, e contra o que presume da sua couraça; e não perdoeis a seus mancebos; destruí a todo o seu exército.”
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O que este versículo diz

Continuando a descrição do assalto a Babilônia, o profeta chama à batalha os arqueiros inimigos. O "frecheiro" que arma o arco enfrentará o defensor que também arma o seu, e nem mesmo o soldado confiante em sua "couraça", a armadura de guerra, encontrará proteção. O poema deixa claro que as melhores defesas do império não bastarão diante do julgamento anunciado.

As ordens de não poupar os "mancebos" e de destruir todo o exército soam duras aos nossos ouvidos, e é honesto reconhecer que a linguagem de guerra do Antigo Testamento reflete a realidade brutal daquele tempo. O sentido teológico, porém, é que a soberba militar de Babilônia — a mesma que arrasou Jerusalém — será quebrada por inteiro. Para o leitor devoto, há um alerta permanente contra depositar segurança nas próprias armaduras, sejam elas riqueza, prestígio ou poder. Só há abrigo verdadeiro naquele que julga com justiça e também acolhe com misericórdia.

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