Jeremias 46:10
“Porém este dia é do Senhor Jehovah dos Exércitos, dia de vingança para se vingar dos seus adversários, e devorará a espada, e fartar-se-ha, e embriagar-se-ha com o sangue deles, porque o Senhor Jehovah dos Exércitos tem um sacrificio na terra do norte, junto ao rio de Eufrates.”
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O que este versículo diz
Este é o ápice teológico da primeira parte do poema. Tudo o que parecia uma batalha entre Egito e Babilônia é reinterpretado: aquele "é o dia do Senhor", dia de vingança e de juízo. A linguagem é forte e perturbadora — a espada que "devora" e se "embriaga" de sangue, um "sacrifício" na terra do norte, junto ao Eufrates. São imagens tremendas, próprias da poesia profética do juízo, em que a derrota militar é lida como ato de justiça divina contra a arrogância.
É importante ler essas metáforas com sobriedade: elas não glorificam a violência, mas afirmam que a soberba dos poderosos não fica impune para sempre. O "dia do Senhor" é um tema recorrente nos profetas, o momento em que Deus acerta as contas da história. Para o leitor devoto, o versículo é ao mesmo tempo grave e consolador. Grave, porque adverte contra a altivez que se julga intocável. Consolador, porque promete que a injustiça e a opressão têm um limite, marcado por um Deus que vê e, no tempo certo, responde.