Isaías 66:24
“E sairão, e verão os corpos mortos dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu bicho nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão em horror a toda a carne. ”
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“E sairão, e verão os corpos mortos dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu bicho nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará; e serão em horror a toda a carne. ”
O que este versículo diz
O livro de Isaías fecha com uma nota sombria e solene, em contraste deliberado com a adoração do versículo anterior. Os adoradores "sairão" e verão os corpos dos que "prevaricaram" — se rebelaram — contra Deus, num quadro de ruína permanente: o verme que não morre e o fogo que não se apaga. Essas imagens do vale de Hinom, lugar historicamente ligado a cultos idólatras e à profanação, tornaram-se símbolos duradouros das consequências finais da rebeldia; o Novo Testamento as retoma ao falar do juízo. Vale notar que a antiga associação desse vale a um depósito de lixo em chamas é uma interpretação tardia, sem apoio nas fontes primitivas.
É um fim severo, e a própria tradição judaica, no uso litúrgico, costuma repetir depois o versículo anterior para não encerrar no horror. O sentido não é morbidez, mas seriedade: as escolhas diante de Deus têm peso real e duradouro. O leitor é deixado diante de duas realidades — a adoração gloriosa e a ruína da rebeldia — e convidado, com urgência serena, a escolher o caminho da vida. Isaías termina lembrando que a graça é imensa, mas não deve ser desprezada.