Isaías 29:8
“Será tambem como o faminto que sonha, e eis-que lhe parece que come, porém, acordando, se acha a sua alma vazia, ou como o sequioso que sonha, e eis-que lhe parece que bebe, porém, acordando, eis-que ainda desfalecido se acha, e a sua alma com sêde: assim será toda a multidão das nações, que pelejarem contra o monte de Sião”
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O que este versículo diz
Isaías aprofunda a imagem do sonho com um realismo comovente. O inimigo que ataca Sião é como o "faminto que sonha" que come e "acordando, se acha a sua alma vazia", ou como o "sequioso" que sonha que bebe e desperta ainda "com sede". A frustração do sonho que não sacia traduz o destino das nações que cobiçam a cidade: o banquete da conquista lhes escapa das mãos justamente quando pensam tê-lo alcançado.
O detalhe da "alma" faminta e sedenta é psicologicamente preciso. Há desejos que, mesmo saciados na fantasia, deixam-nos mais vazios ao despertar. O versículo fala primeiro do fracasso dos agressores de Sião, mas também toca uma verdade universal: apetites desordenados prometem plenitude e entregam vacuidade. Para o leitor, é convite a examinar que "sonhos" persegue. Só em Deus, e não na posse do que cobiçamos, a alma encontra a saciedade que não some ao raiar do dia.