Ezequiel 42:7
“E o muro que estava de fora, defronte das camaras, no caminho do átrio exterior, por diante das camaras, tinha cinquenta côvados de comprimento.”
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“E o muro que estava de fora, defronte das camaras, no caminho do átrio exterior, por diante das camaras, tinha cinquenta côvados de comprimento.”
O que este versículo diz
A atenção do profeta se volta agora para o muro externo, situado diante das câmaras, ao longo do átrio exterior. Esse muro tinha cinquenta côvados de comprimento, correspondendo à porção do edifício voltada para o pátio de fora. Trata-se de um elemento de delimitação: onde termina o espaço das salas e começa a área comum.
Muros, na visão de Ezequiel, não são apenas barreiras defensivas; são marcadores de distinção. Eles dizem onde uma coisa começa e outra termina, o que pertence a este âmbito e o que pertence àquele. Numa época que muitas vezes desconfia de todo limite, o texto nos convida a redescobrir o valor das fronteiras bem postas. Um muro que separa o sagrado do comum não é hostilidade, e sim reverência: reconhece que nem tudo pode ser tratado do mesmo modo. Também a vida interior precisa de contornos que protejam o que é mais precioso da invasão do que é banal.