Ezequiel 40:5
“E eis um muro fora da casa em redor, e na mão do homem uma cana de medir, de seis côvados, cada côvado de um côvado e um palmo, e mediu a largura do edificio, de uma cana, e a altura, de uma cana.”
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O que este versículo diz
Começa aqui a medição propriamente dita. O profeta vê primeiro um muro que cerca todo o complexo, separando o espaço sagrado do que está fora. O narrador esclarece a unidade de medida: a cana tinha seis côvados, mas cada côvado somava um côvado comum mais um palmo. Trata-se do chamado 'côvado longo', estimado por muitos estudiosos em torno de meio metro, ligeiramente maior que o côvado comum. Essa precisão inicial orienta toda a leitura das dimensões seguintes.
O muro que circunda a casa cumpre função teológica além da prática: demarca a fronteira entre o santo e o profano, tema caro a Ezequiel, sacerdote preocupado com a santidade do templo. A espessura e a altura de uma cana indicam solidez. Para o leitor, o muro sugere que a comunhão com Deus tem contornos definidos e respeita limites de reverência. Aproximar-se do sagrado é bom e desejável, mas há uma ordem que nos ensina que nem tudo se mistura sem cuidado com o que é santo.