Ezequiel 16:32
“Antes como a mulher adúltera que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos.”
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- Quem falaSenhor
“Antes como a mulher adúltera que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos.”
O que este versículo diz
A comparação se afina: a esposa é "como a mulher adúltera que, em lugar de seu marido, recebe os estranhos". A diferença em relação à prostituta é decisiva. A prostituta não tem vínculo a trair; a adúltera, sim. O peso da acusação está exatamente na existência da aliança. Jerusalém tinha um marido — o próprio Deus — e o preteriu por estranhos.
A imagem devolve o leitor ao versículo 8, ao juramento e ao concerto que fizeram dela "minha". Todo o horror da infidelidade depende dessa memória: não se trata de alguém sem laços buscando afeto, mas de uma esposa amada rompendo um pacto. É a traição de um amor concreto e comprometido. Para a vida de fé, isso esclarece a gravidade do pecado do crente. Quanto maior a intimidade recebida, mais séria a infidelidade. Mas a mesma lógica guarda esperança: onde há aliança, há também a possibilidade de reconciliação, que este próprio capítulo, em seus versículos finais além deste trecho, acabará por anunciar. O marido traído da parábola é, afinal, aquele que não desiste de reconstruir o vínculo.