Ester 6:2

Ester 6:2
“E achou-se escrito que Mardoqueo tinha dado noticia de Bigtan e de Teres, dois eunuchos do rei, dos da guarda da porta, que procuraram pôr as mãos no rei Assuero.”
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O que este versículo diz

A leitura das crônicas recupera um fato ocorrido capítulos antes: Mardoqueu havia denunciado uma conspiração de dois guardas do palácio, Bigtã e Teres, que planejavam atentar contra a vida do rei Assuero. O nome do soberano corresponde ao que a maioria dos estudiosos identifica com Xerxes I, da dinastia persa, embora a exatidão histórica de cada detalhe seja debatida. O que a narrativa sublinha é que a fidelidade de Mardoqueu ficara registrada, mas não recompensada; o bem que ele fizera parecia esquecido.

Há aqui um consolo discreto para quem serve sem reconhecimento. O gesto justo pode ficar anos guardado num registro que ninguém consulta, aparentemente perdido. A providência, porém, tem uma memória diferente da nossa: o que foi feito por lealdade e verdade não se apaga. O leitor é convidado a continuar praticando o bem mesmo quando ele passa despercebido, confiando que o momento certo de lembrança não depende do nosso controle.

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