Eclesiastes 10

20 versículos · capítulo 10 de 12

Eclesiastes 10
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Este capítulo de Eclesiastes usa provérbios curtos para contrastar sabedoria e tolice, começando pela imagem da mosca morta que estraga o perfume, assim como um pouco de insensatez pode manchar quem é respeitado. O pregador comenta sobre a ordem social invertida, com servos a cavalo e príncipes andando a pé, e adverte sobre os riscos de quem cava uma cova ou rompe um muro, podendo sofrer as consequências de suas próprias ações. Há também conselhos sobre discrição, recomendando não amaldiçoar o rei nem mesmo em pensamento, pois as palavras acabam se espalhando. O capítulo reforça que a sabedoria dirige e protege, enquanto a tolice expõe e prejudica.

1 Assim como a mosca morta faz exhalar mau cheiro e evaporar o unguento do perfumador, assim o faz ao famoso em sabedoria e em honra uma pouca de estulticia. Locutor: Salomão (o Pregador)

2 O coração do sábio está à sua dextra, mas o coração do tolo está à sua esquerda. Locutor: Salomão (o Pregador)

3 E, até quando o tolo vae pelo caminho, falta-lhe o seu entendimento e diz a todos que é tolo. Locutor: Salomão (o Pregador)

4 Levantando-se contra ti o espírito do governador, não deixes o teu lugar, porque é um remedio que aquieta grandes pecados. Locutor: Salomão (o Pregador)

5 Ainda ha um mal que vi debaixo do sol, como o erro que procede de diante do governador. Locutor: Salomão (o Pregador)

6 Ao tolo assentam em grandes alturas, mas os ricos estão assentados na baixeza. Locutor: Salomão (o Pregador)

7 Vi os servos a cavalo, e os príncipes que andavam a pé como servos sobre a terra. Locutor: Salomão (o Pregador)

8 Quem cavar uma cova, cairá nela, e, quem romper um muro, uma cobra o morderá. Locutor: Salomão (o Pregador)

9 Quem acarretar pedras, será maltratado por elas, e o que rachar lenha perigará com ela. Locutor: Salomão (o Pregador)

10 Se estiver embotado o ferro, e não se amolar o córte, então se devem pôr mais forças: mas a sabedoria é excelente para dirigir. Locutor: Salomão (o Pregador)

11 Se a cobra morder, não estando encantada, então remedio nenhum se espera do encantador, por mais hábil que seja. Locutor: Salomão (o Pregador)

12 Nas palavras da boca do sábio ha favor, porém os lábios do tolo o devoram. Locutor: Salomão (o Pregador)

13 O princípio das palavras da sua boca é a estulticia, e o fim da sua boca um desvario pessimo. Locutor: Salomão (o Pregador)

14 Bem que o tolo multiplique as palavras, não sabe o homem o que ha de ser; e quem lhe fará saber o que será depois dele? Locutor: Salomão (o Pregador)

15 O trabalho dos tolos a cada um deles fatiga, porque não sabem ir à cidade. Locutor: Salomão (o Pregador)

16 Ai de ti, ó terra, cujo rei é criança, e cujos príncipes comem de manhã. Locutor: Salomão (o Pregador)

17 Bemaventurada tu, ó terra, cujo rei é filho dos nobres, e cujos príncipes comem a tempo, para refazerem as forças, e não para bebedice. Locutor: Salomão (o Pregador)

18 Pela muita preguiça se enfraquece o tecto, e pela frouxidão das mãos goteja a casa. Locutor: Salomão (o Pregador)

19 Para rir se fazem convites, e o vinho alegra a vida, e por tudo o dinheiro responde. Locutor: Salomão (o Pregador)

20 Nem ainda no teu pensamento amaldiçoes ao rei, nem tão pouco no mais interior da tua recamara amaldiçoes ao rico: porque as aves dos céus levariam a voz, e os que teem azas dariam noticia da palavra. Locutor: Salomão (o Pregador)

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Texto da tradução João Ferreira de Almeida — domínio público.