Deuteronômio 25:2
“E será que, se o injusto merecer açoites, o juiz o fará deitar, e o fará açoitar diante de si, quanto bastar pela sua injustiça, por certa conta”
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“E será que, se o injusto merecer açoites, o juiz o fará deitar, e o fará açoitar diante de si, quanto bastar pela sua injustiça, por certa conta”
O que este versículo diz
Continuando a instrução sobre o tribunal, o texto trata da pena corporal aplicada ao culpado. Havendo sentença de açoites, o castigo deve ser executado "diante" do juiz, sob sua supervisão direta, e medido "por certa conta", isto é, na proporção exata da falta. A punição não fica ao arbítrio do carrasco nem à fúria da multidão: é ato judicial, controlado, proporcional. A expressão "quanto bastar pela sua injustiça" mostra a preocupação em ajustar a pena ao delito, sem excesso.
Por mais dura que a prática do açoite soe aos ouvidos modernos, o princípio aqui é surpreendentemente humano para a época: a punição precisa de limite, medida e testemunha responsável. A dignidade do culpado permanece sob a guarda da lei. Isso nos convida a examinar como lidamos com quem erra. Corrigir é às vezes necessário, mas a correção que não conhece medida deixa de ser justiça e vira vingança.