Deuteronômio 24:10
“Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa, para lhe tirar o penhor.”
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“Quando emprestares alguma coisa ao teu próximo, não entrarás em sua casa, para lhe tirar o penhor.”
O que este versículo diz
Retoma-se o tema do empréstimo, agora com atenção ao modo de cobrar a garantia. A lei proíbe o credor de entrar na casa do devedor para escolher ele próprio o objeto do penhor. Por trás dessa norma aparentemente pequena há um respeito profundo pela intimidade e pela honra do necessitado. Quem pede emprestado já está em posição de fragilidade; invadir seu lar para vasculhar seus bens acrescentaria humilhação à dificuldade.
O credor tem direito à garantia, mas não ao poder de devassar o espaço doméstico do outro. A dívida não anula a dignidade de quem a contrai. Esse cuidado com o limiar da casa, com o que hoje chamaríamos de privacidade, revela uma sensibilidade moral notável. Para o leitor, o princípio ecoa em todas as relações desiguais: ter um direito não autoriza a exercê-lo de maneira que esmague a autoestima do outro. Há sempre um jeito respeitoso e um jeito violento de exigir o que nos é devido, e Deus se importa com a diferença.