Deuteronômio 24:6
“Não se tomarão em penhor as mós ambas, nem a mó de cima nem a de baixo; pois se penhoraria assim a vida.”
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“Não se tomarão em penhor as mós ambas, nem a mó de cima nem a de baixo; pois se penhoraria assim a vida.”
O que este versículo diz
O capítulo se volta agora a uma série de leis sobre empréstimos e penhores, protegendo o devedor pobre. As "mós", pedras usadas para moer o grão, eram o instrumento com que a família fazia o pão de cada dia. Tomar essas pedras como garantia de uma dívida, ainda que só a de cima, equivaleria, diz o texto, a "penhorar a própria vida", pois inviabilizaria o sustento diário.
O princípio é luminoso e continua válido: a cobrança de uma dívida jamais pode privar alguém dos meios básicos de sobreviver. A garantia existe para assegurar o pagamento, não para asfixiar quem já está em dificuldade. Por trás da norma há uma hierarquia de valores em que a vida e a dignidade do necessitado pesam mais do que a satisfação do credor. Para o leitor de hoje, a lei interpela nossas práticas de crédito e nossa maneira de exigir o que nos é devido: haverá modos de cobrar que, na prática, sufocam a vida do outro? A esses Deus diz não.