2 Samuel 13:19

2 Samuel 13:19
“Então Tamar tomou cinza sobre a sua cabeça, e a roupa de muitas côres que trazia rasgou: e pôs as mãos sobre a cabeça, e foi-se andando e clamando.”
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O que este versículo diz

Tamar realiza os gestos tradicionais do luto e da dor extrema: cinza sobre a cabeça, a túnica real rasgada, as mãos sobre a cabeça, e sai "clamando". Ela não esconde o que sofreu; ao contrário, torna sua dor pública e visível. Rasgar exatamente a veste que simbolizava sua condição de princesa virgem é declarar ao mundo que aquela condição foi violada. Seu clamor é lamento e também denúncia. A Escritura dá voz e visibilidade ao sofrimento da vítima, recusando-se a silenciá-lo. Este é um dos poucos gestos que restaram a Tamar, e ela o faz com dignidade trágica. Diante disso, aprendemos que o pranto tem lugar diante de Deus. A fé não exige que sufoquemos a dor sob um sorriso forçado; os salmos estão cheios de lamentos honestos. Chorar em voz alta a injustiça sofrida não é falta de fé, é verdade diante daquele que "guarda as lágrimas" e não despreza o coração quebrantado.

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