2 Crônicas 3:11
“E, quanto às azas dos querubins, o seu comprimento era de vinte côvados; a aza de um deles de cinco côvados, e tocava na parede da casa; e a outra aza de cinco côvados, e tocava na aza do outro querubim.”
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O que este versículo diz
O cronista detalha a envergadura das asas dos querubins, que juntas somavam vinte côvados, exatamente a largura do Santo dos Santos. Cada querubim tinha asas de cinco côvados; a ponta de uma tocava a parede lateral, e a ponta da outra encontrava a asa do querubim vizinho, no centro da sala. Assim, as quatro asas abertas formavam um dossel contínuo que atravessava todo o cômodo de parede a parede.
Essa disposição não é mero detalhe de engenharia. As asas estendidas evocam proteção, cobertura, abrigo — a mesma imagem que os salmos usam quando falam de refugiar-se 'à sombra das asas' de Deus. Sobre o lugar mais sagrado, onde repousava a arca da aliança, pairava um teto de asas, sinal de que a presença divina cobre e guarda o seu povo. Para quem lê hoje, a cena convida a confiar: há uma proteção que se estende de ponta a ponta sobre a nossa vida, mesmo quando não a enxergamos. Debaixo dessas asas, o coração encontra descanso.