Miguel de Molinos
Apesar da condenação eclesiástica de suas formulações mais radicais, Molinos permanece como figura relevante na história da espiritualidade cristã, tendo influenciado debates sobre oração contemplativa, silêncio interior e abandono confiante em Deus que atravessam toda a tradição mística posterior.
Ao evocar seu nome em oração, o objetivo não é endossar as teses condenadas, mas reconhecer no anseio por silêncio interior e entrega a Deus um desejo legítimo, que a Igreja sempre convidou a viver dentro da prudência, da humildade e da obediência aos ensinamentos aprovados pela tradição católica.
A oração
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Senhor meu Deus, diante de Vós quero calar todo pensamento que me afasta de vossa presença. Ensinai-me o verdadeiro silêncio interior, aquele que não nasce da indiferença, mas do amor que se entrega confiante à vossa vontade. Livrai-me de buscar em mim mesmo a segurança que só Vós podeis dar.
Que eu aprenda a rezar não apenas com palavras, mas com toda a disposição da alma, unindo-me a Vós com humildade e obediência, sempre dentro dos caminhos seguros que a Santa Igreja me ensina. Purificai minha intenção de todo orgulho espiritual e dai-me a simplicidade dos verdadeiramente humildes.
Senhor, que toda a minha vida interior seja conduzida pela vossa graça e pela prudência da fé, para que eu vos busque sempre em espírito e em verdade. Amém.
Como rezar
Reze em silêncio, num ambiente tranquilo, buscando aquietar a mente antes de proferir as palavras. É recomendável rezar acompanhada de discernimento espiritual e, se possível, sob orientação de um diretor espiritual, dado o histórico controverso ligado ao quietismo, evitando extremos de passividade e mantendo a vida sacramental ativa.