Novena de Santa Dulce dos Pobres
O anjo bom da Bahia, primeira santa nascida no Brasil; caridade com os pobres e os doentes · Festa: 13 de agosto
Santa Dulce dos Pobres, batizada como Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, nasceu em Salvador, na Bahia, em 1914. Tornou-se religiosa e dedicou toda a sua vida ao serviço dos mais pobres, dos doentes e dos abandonados. Reconhecida como a primeira santa nascida no Brasil, ficou conhecida como o anjo bom da Bahia, pela ternura e pela incansável caridade com que acolhia a todos.
Rezamos a Santa Dulce porque nela contemplamos o rosto misericordioso de Cristo, que se inclina sobre os que sofrem. Ela recolhia os enfermos que ninguém queria, dava abrigo aos sem-teto, alimentava os famintos e via em cada pobre o próprio Jesus. Aqueles que buscam auxílio nas doenças, os que trabalham pela justiça e pela caridade, e todos os que desejam um coração generoso encontram nela uma intercessora e um exemplo luminoso.
Esta novena pode ser rezada nos nove dias que antecedem a sua festa, em 13 de agosto, ou em qualquer tempo de necessidade. Dedique a cada dia um momento de oração e reflexão, medite o tema proposto e peça, pela intercessão de Santa Dulce, a graça de amar os pobres e de servir a Deus no próximo com um coração terno e disponível.
Dia 1 de 9
Como rezar esta novena
- Reze durante 9 dias seguidos, de preferência sempre no mesmo horário.
- Comece pela Oração inicial (a mesma em todos os dias).
- Leia e reze a meditação e a oração do dia correspondente, apresentando a sua intenção.
- Encerre com a Oração final.
Orações de todos os dias
Oração inicial
Ó Deus de infinita bondade, que suscitastes em Santa Dulce dos Pobres um coração ardente de caridade para com os mais pequenos e sofredores, nós vos louvamos por seu testemunho luminoso. Por sua intercessão, ensinai-nos a reconhecer o vosso rosto em cada pessoa necessitada e a servi-la com amor e ternura. Concedei-nos a graça que humildemente vos pedimos e fazei de nós instrumentos da vossa misericórdia, para que, seguindo o exemplo desta santa brasileira, cheguemos um dia à alegria do vosso Reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.
Oração final
Santa Dulce dos Pobres, anjo bom da Bahia e amiga dos que sofrem, apresentai a Deus as nossas súplicas. Alcançai-nos um coração generoso, alívio nas enfermidades e a graça de servir os pobres com amor. Rogai por nós junto ao Senhor. Amém.
Os 9 dias da novena
1º dia — A vocação da caridade
Desde jovem, Maria Rita sentiu no coração o desejo de servir aos pobres, e transformou a sua casa num pequeno refúgio para os necessitados. Respondendo ao chamado de Deus, tornou-se religiosa e fez da caridade o eixo de toda a sua existência. A sua vida nos mostra que servir aos pobres não é obra de poucos, mas vocação de todo cristão, chamado a amar como Jesus amou. Cada gesto de bondade que fazemos ecoa no coração de Deus. Santa Dulce dos Pobres, que abraçastes desde cedo a vocação da caridade, despertai em nós o desejo de servir. Alcançai-nos a graça de ver nos pobres e sofredores irmãos amados por Deus e de estender-lhes a mão com generosidade e alegria. Amém.
2º dia — O rosto de Cristo nos pobres
Santa Dulce enxergava em cada pobre, em cada doente e em cada abandonado o próprio rosto de Jesus. Ela levava a sério as palavras do Evangelho: «tudo o que fizestes a um destes pequeninos, a mim o fizestes». Por isso acolhia sem distinção, sem julgar, sem recuar diante da miséria ou da doença. O seu olhar era o olhar de Cristo, que não despreza ninguém. Também nós somos convidados a reconhecer o Senhor nos que sofrem. Santa Dulce, que soubestes ver Jesus em cada necessitado, abri os nossos olhos para a sua presença nos pobres. Que nunca passemos indiferentes diante do sofrimento alheio, mas sirvamos, em cada irmão, o próprio Cristo que nos ama. Amém.
3º dia — O cuidado com os doentes
Santa Dulce recolhia os enfermos que ninguém queria, aqueles rejeitados pela sociedade e sem lugar para se abrigar. Cuidava de suas feridas, alimentava-os e, sobretudo, devolvia-lhes a dignidade de filhos de Deus. Do seu amor nasceram obras imensas de assistência aos doentes, que perduram até hoje. O seu exemplo nos ensina que cada doente merece ser tratado com respeito e ternura, pois carrega a dignidade que vem de Deus. Santa Dulce, cuidadora dos enfermos, olhai por todos os que hoje sofrem com doenças. Alcançai-lhes cura, conforto e a presença amorosa de quem os cuide, e fazei de nós pessoas atentas e compassivas diante da dor dos irmãos. Amém.
4º dia — O amor aos abandonados
Muitos dos que Santa Dulce acolhia haviam sido esquecidos por todos: idosos sozinhos, moribundos sem família, pessoas que a sociedade descartara. A eles ela oferecia um lar, um abraço e a certeza de que eram amados. Nenhum ser humano deve morrer no abandono, pois todos são preciosos aos olhos de Deus. O amor de Santa Dulce nos convida a olhar para os solitários e esquecidos ao nosso redor. Santa Dulce, mãe dos abandonados, ensinai-nos a não esquecer os que estão sós. Alcançai a todos os solitários e desamparados o consolo do amor de Deus, e dai-nos a coragem de sermos presença e companhia para quem ninguém procura. Amém.
5º dia — A confiança na Providência
As obras de Santa Dulce cresceram de modo admirável, mesmo sem recursos aparentes. Ela confiava plenamente na providência divina, certa de que Deus não abandonaria a sua obra de amor. Muitas vezes faltava o pão, mas ela rezava, esperava e via chegar o necessário no momento certo. A sua fé nos ensina que quem confia em Deus jamais é deixado ao desamparo. Aprendamos a depositar todas as nossas preocupações nas mãos do Pai. Santa Dulce, mulher de fé e confiança, ensinai-nos a confiar na providência de Deus. Que nas dificuldades e nas incertezas nunca percamos a esperança, sabendo que o Senhor cuida dos seus filhos e provê o necessário a quem nele espera. Amém.
6º dia — O sofrimento oferecido
Nos últimos anos de vida, Santa Dulce enfrentou graves problemas de saúde e muito sofrimento físico. Mesmo assim, não deixou de amar e de servir, oferecendo as suas dores por aqueles a quem dedicara a vida. Transformou o próprio sofrimento em oração e oferta, unindo-o à cruz de Cristo. O seu exemplo nos mostra que a dor, quando oferecida com amor, torna-se fecunda e redentora. Também as nossas cruzes podem ganhar sentido em Deus. Santa Dulce, que sofrestes com paciência e amor, ajudai-nos a carregar as nossas cruzes. Ensinai-nos a oferecer as nossas dores unidas às de Jesus, pela conversão dos pecadores e pela salvação de muitos irmãos. Amém.
7º dia — A alegria no servir
Apesar de todo o cansaço e das dificuldades, Santa Dulce servia com um sorriso, transmitindo a paz e a alegria que só vêm de Deus. A sua caridade não era pesada nem triste, mas irradiava a felicidade de quem ama. Ela nos ensina que servir ao próximo é fonte de verdadeira alegria, pois quem se doa encontra a si mesmo e encontra Deus. A alegria cristã nasce justamente do amor entregue. Peçamos hoje esta graça. Santa Dulce, exemplo de alegria no serviço, dai-nos um coração alegre e disponível. Que sirvamos aos irmãos não por obrigação, mas por amor, e que a caridade encha a nossa vida da alegria verdadeira que vem do próprio Deus. Amém.
8º dia — O testemunho de santidade
A vida inteira de Santa Dulce foi um testemunho vivo do Evangelho, reconhecido pela Igreja quando a proclamou santa, primeira nascida em terras brasileiras. A sua santidade não se fez de grandes discursos, mas de pequenos e incontáveis gestos de amor, repetidos dia após dia. Ela nos mostra que a santidade está ao alcance de todos, no cumprimento fiel dos deveres e no amor concreto ao próximo. Também nós somos chamados a este caminho. Santa Dulce, testemunha fiel do Evangelho, inspirai-nos a buscar a santidade no dia a dia. Que, a exemplo vosso, façamos das pequenas coisas grandes atos de amor, e assim demos ao mundo o testemunho luminoso da fé em Cristo. Amém.
9º dia — A intercessão da santa brasileira
Ao concluir esta novena, voltamo-nos com confiança para Santa Dulce dos Pobres, que do céu continua a interceder por nós e por todos os que sofrem. Ela, que em vida acolheu tantos necessitados, não deixará de apresentar a Deus as nossas súplicas. Como primeira santa nascida no Brasil, é para o nosso povo sinal de esperança e modelo de caridade. Confiemos a ela todas as intenções que trazemos no coração. Santa Dulce dos Pobres, anjo bom da Bahia, recebei hoje as súplicas que vos confiamos e apresentai-as ao trono de Deus. Alcançai-nos as graças de que precisamos e ensinai-nos a amar os pobres, para que um dia nos reunamos convosco na glória do céu. Amém.