Novena de Nossa Senhora da Consolação

Consoladora dos aflitos; a cinta de Santo Agostinho · Festa: mês de setembro

Nossa Senhora da Consolação é venerada pela Igreja como Mãe que enxuga as lágrimas dos aflitos e leva alívio a todos os corações atribulados. Segundo a piedosa tradição, ligada à devoção agostiniana, Santa Mônica, aflita pela conversão do filho Agostinho, recebeu da Virgem o conforto e uma cinta, sinal de proteção e penitência, que deu origem à confraria dos cingidos de Nossa Senhora da Consolação. Assim, a Virgem se revela consoladora dos que sofrem e intercessora pela conversão dos que se afastaram de Deus.

Rezamos esta novena para buscar consolo nas aflições da vida e para levar as nossas dores ao coração materno de Maria. Quem invoca Nossa Senhora da Consolação pede alívio nas tristezas, paciência nas provações, conversão para os pecadores e a firme esperança de que nenhuma dor oferecida a Deus é inútil.

Esta novena é rezada de modo especial no mês de setembro, quando a Igreja honra a Consolata, mas pode ser feita em qualquer tempo de tribulação. Recomenda-se rezá-la nas horas de sofrimento, oferecendo cada dia por si mesmo e por todos os que carregam pesadas cruzes, confiando no consolo que vem do alto.

Como rezar esta novena

  1. Reze durante 9 dias seguidos, de preferência sempre no mesmo horário.
  2. Comece pela Oração inicial (a mesma em todos os dias).
  3. Leia e reze a meditação e a oração do dia correspondente, apresentando a sua intenção.
  4. Encerre com a Oração final.

Orações de todos os dias

Oração inicial

Ó doce Mãe, Nossa Senhora da Consolação, refúgio dos aflitos e consolo dos que choram, eu venho lançar-me em vossos braços maternos. Vós conheceis as dores do coração humano, porque vós mesma sofrestes ao pé da cruz. Consolai-me nas minhas tristezas, sustentai-me nas provações e alcançai-me a paz que só vem de Deus. Ensinai-me a oferecer os meus sofrimentos com amor e a nunca perder a esperança. Sob o vosso manto de consolação, deposito toda a minha vida. Amém.

Oração final

Nossa Senhora da Consolação, enxugai as minhas lágrimas e enchei o meu coração de paz. Levai a vosso Filho as dores que hoje vos confio e alcançai-me consolo, força e esperança. Consolai todos os aflitos do mundo e conduzi-nos, no fim, à alegria eterna do céu. Amém.

Os 9 dias da novena

1º dia — Maria, consoladora dos aflitos

Ó Nossa Senhora da Consolação, venho a vós neste primeiro dia como filho que busca o colo da mãe nas horas de dor. Vós sois chamada consoladora dos aflitos, porque a nenhum coração ferido fechais o vosso coração. Conheceis, ó Mãe, as tristezas humanas, pois também na terra chorastes e sofrestes muitas vezes. Por isso compreendeis a minha angústia melhor do que ninguém. Trago diante de vós as feridas que carrego, as preocupações que me tiram o sono e as tristezas que oprimem o meu coração. Não me deixeis só na minha aflição. Estendei sobre mim o vosso manto e derramai em minha alma a consolação que vem do céu. Ensinai-me a confiar, mesmo quando não compreendo os caminhos de Deus. Alcançai-me, ó doce consoladora, o alívio de que tanto preciso e a certeza de que sou amado e amparado por vós, minha Mãe do céu. Amém.

2º dia — As lágrimas de Santa Mônica

Ó Virgem Santíssima, a piedosa tradição nos recorda as lágrimas de Santa Mônica, que durante anos chorou e rezou pela conversão do seu filho Agostinho, afastado da fé. Naquela mãe aflita vejo o retrato de tantos pais que sofrem pelos filhos perdidos, e de tantas almas que padecem pela salvação de quem amam. Vós, ó Mãe da Consolação, não deixastes sem resposta aquele choro perseverante. Rezo hoje, ó Senhora, por todos os que sofrem pela conversão de pessoas queridas: pelos pais de filhos afastados de Deus, pelos esposos que rezam um pelo outro, pelos amigos que intercedem pelos amigos. Ensinai-nos a perseverança de Santa Mônica, que não desistiu de rezar apesar da demora. Fortalecei a nossa esperança e não permitais que o desânimo apague a nossa oração. Alcançai-me, ó consoladora, a graça de rezar com fé pelas almas que me são caras, certo de que Deus ouve as lágrimas dos que amam. Amém.

3º dia — A cinta, sinal de proteção e penitência

Ó Nossa Senhora da Consolação, a tradição agostiniana nos fala da cinta que recebestes as vossas devotas, sinal de proteção materna e também de penitência e domínio de si. Cingir-se a vós significa colocar-se sob a vossa guarda e comprometer-se a viver com sobriedade e retidão. Ensinai-me, ó Mãe, o valor da penitência cristã, que não é tristeza estéril, mas caminho de purificação e de amor reparador. Ajudai-me a dominar as minhas paixões, a mortificar os meus caprichos e a fazer pequenos sacrifícios pelos meus pecados e pela conversão dos pecadores. Que eu me deixe cingir espiritualmente por vós, aceitando de bom grado as renúncias que a fidelidade a Deus me pede. Livrai-me da vida frouxa e sem disciplina. Alcançai-me, ó Senhora da Consolação, a graça de uma penitência serena e generosa, oferecida sob a vossa proteção, para reparar o mal e crescer no amor de Deus. Amém.

4º dia — Consolo na tristeza e no desânimo

Ó Virgem gloriosa, há dias em que a tristeza pesa sobre a alma como uma sombra, e o desânimo faz parecer inútil todo esforço. Nessas horas, ó Mãe da Consolação, sois vós o meu refúgio. Vós, que permanecestes firme na fé mesmo na hora mais escura do Calvário, sabeis levantar os corações abatidos. Peço-vos hoje que afasteis de mim a tristeza que rouba a paz e o desânimo que paralisa o bem. Ensinai-me a não me deixar vencer pelas trevas interiores, mas a buscar em Deus a minha alegria e a minha força. Lembrai-me de que após a noite vem sempre a aurora, e que nenhuma provação dura para sempre. Enchei o meu coração de confiança e de esperança renovada. Fazei-me sentir a vossa presença consoladora nas horas mais difíceis. Alcançai-me, ó Senhora, a graça de vencer a tristeza com a oração e de reencontrar a paz interior que só Deus pode dar. Amém.

5º dia — Paciência nas provações da vida

Ó Nossa Senhora da Consolação, a vida é feita também de provações, doenças, perdas e contrariedades que ferem o coração. Vós, que carregastes tantas dores em silêncio, sem revolta e sem murmuração, ensinai-me a paciência que santifica o sofrimento. Muitas vezes eu me impaciento diante das dificuldades, revolto-me contra os acontecimentos e busco fugir das cruzes que Deus permite. Curai em mim essa impaciência e essa fraqueza. Ajudai-me a compreender que também as provações, aceitas com fé, podem tornar-se caminho de purificação e de mérito para o céu. Dai-me a serenidade de suportar o que não posso mudar e a sabedoria de confiar no que Deus dispõe. Que eu saiba esperar, com paciência e humildade, a hora do consolo. Alcançai-me, ó Senhora da Consolação, a graça de carregar as minhas cruzes com paciência e amor, unindo-as às dores do vosso Filho pela minha salvação. Amém.

6º dia — Consolo para os doentes e enfermos

Ó Virgem Santíssima, Mãe da Consolação, volto-me hoje para vós em favor de todos os que padecem na enfermidade do corpo e no sofrimento da doença. Vós, que sois saúde dos enfermos e consolo dos que sofrem, olhai com ternura para os que jazem em leitos de dor, para os que perderam a esperança de cura e para os que enfrentam males prolongados. Confio a vós os doentes que conheço e amo, e também tantos que sofrem sem ninguém que os console. Levai alívio às suas dores, paciência aos seus corações e, se for da vontade de Deus, a graça da saúde. Ensinai-lhes a oferecer o sofrimento com sentido, unindo-o à cruz redentora. E a mim, ó Mãe, ensinai a caridade de visitar, cuidar e consolar os enfermos. Alcançai a todos os que sofrem no corpo o bálsamo da vossa consolação e a paz que vem do céu. Amém.

7º dia — Consolo na dor da perda e do luto

Ó Nossa Senhora da Consolação, poucas dores são tão pungentes como a perda das pessoas que amamos. Vós conhecestes essa dor quando tivestes nos braços o corpo do vosso Filho, descido da cruz. Por isso sois consolo perfeito para os corações enlutados. Peço-vos hoje, ó Mãe, por todos os que choram a morte de um ente querido, e por mim mesmo, quando a saudade e a ausência me ferem. Consolai os que perderam esperança e enxugai as lágrimas dos que se sentem sozinhos. Lembrai-nos de que a morte, para os que morrem no Senhor, não é fim, mas passagem para a vida eterna, e que um dia nos reencontraremos na glória. Rezo também pelas almas dos meus falecidos, para que descansem na paz de Deus. Alcançai-me, ó Senhora da Consolação, o consolo da fé na ressurreição e a esperança do reencontro eterno com os que partiram antes de mim. Amém.

8º dia — Consolo pela conversão dos pecadores

Ó Virgem gloriosa, assim como consolastes Santa Mônica alcançando a conversão de Agostinho, sois consoladora de todos os que rezam pelos pecadores. A maior das aflições não é a dor do corpo, mas a perda da graça de Deus, e o maior consolo é ver uma alma voltar ao caminho da salvação. Rezo hoje, ó Mãe, pelos pecadores endurecidos, pelos que vivem longe de Deus, pelos que perderam a fé e pelos que estão em perigo de se perderem para sempre. Tocai-lhes o coração e conduzi-os ao arrependimento. Rezo também por mim, pecador, para que eu me converta de verdade e não recaia nas mesmas culpas. Dai-me horror ao pecado e amor sincero à graça. Ensinai-me a ter zelo pela salvação das almas. Alcançai, ó Senhora da Consolação, a conversão de muitos pecadores e o consolo de tantos corações que rezam e esperam por eles, como fez Santa Mônica. Amém.

9º dia — A consolação eterna do céu

Ó Nossa Senhora da Consolação, chegando ao fim desta novena, dou-vos graças por todo o consolo que derramastes sobre a minha alma, e elevo a vós o meu último pedido: a consolação eterna do céu, onde não haverá mais lágrimas nem dor. Aqui na terra, os consolos são passageiros e as tristezas se renovam, mas na pátria celeste Deus mesmo enxugará todas as lágrimas dos seus filhos. Ensinai-me, ó Mãe, a caminhar para lá com esperança, oferecendo os sofrimentos desta vida em vista da alegria que não terá fim. Consolai-me em todas as aflições que ainda me esperam e não me deixeis só na hora da minha morte. Recebei então a minha alma nos vossos braços maternos e apresentai-me a Jesus. Alcançai-me, ó Senhora da Consolação, a graça de perseverar até o fim e de gozar, um dia, do consolo eterno na glória do céu, para vos louvar para sempre. Amém.

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