Romanos 11:33
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da sciencia de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inexcrutaveis os seus caminhos!”
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“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da sciencia de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inexcrutaveis os seus caminhos!”
O que este versículo diz
Diante de tudo o que expôs, Paulo não conclui com uma fórmula, mas irrompe em adoração. A grandeza do plano de Deus o leva a exclamar: "ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria como da ciência de Deus!". Seus juízos são "insondáveis" e seus caminhos "inescrutáveis", isto é, impossíveis de esgotar com a razão humana. O apóstolo, que raciocinou densamente por três capítulos, reconhece que o entendimento tem um limite e que além dele só cabe louvor.
Esse é um dos ápices devocionais do Novo Testamento. A teologia verdadeira desemboca em doxologia; quando pensamos corretamente sobre Deus, terminamos de joelhos. Para o leitor, há uma lição preciosa sobre a postura diante do mistério: nem todo enigma da fé precisa ser resolvido para ser adorado. Há coisas que compreendemos e há profundidades que só podemos contemplar. Reconhecer que os caminhos de Deus ultrapassam os nossos não é derrota da inteligência, mas sua maturidade. O coração que se rende à grandeza insondável de Deus encontra um descanso que a mera explicação jamais oferece.