A segunda imagem completa a primeira: nenhum pai, ao filho que pede um peixe — alimento comum às margens do lago da Galileia —, colocaria na mão uma serpente. Peixe e serpente podiam ter, à distância, formas parecidas, o que agudiza o contraste: a criança receberia não apenas algo inútil, mas algo perigoso, capaz de feri-la. A ideia de um pai que responde à confiança do filho com um dom nocivo soa monstruosa, e é justamente esse choque que Jesus quer provocar.
Os dois exemplos, pão-pedra e peixe-serpente, formam um par que envolve todo o cuidado paterno: nem o inútil, nem o prejudicial. Deus não engana quem lhe pede. Para quem carrega imagens distorcidas de um Deus que testa cruelmente ou que responde à fé com castigo, este versículo é uma correção suave. Podemos apresentar nossos pedidos sem medo de sermos ludibriados; o coração do Pai é, antes de tudo, favorável ao bem de seus filhos.
O que este versículo diz
A segunda imagem completa a primeira: nenhum pai, ao filho que pede um peixe — alimento comum às margens do lago da Galileia —, colocaria na mão uma serpente. Peixe e serpente podiam ter, à distância, formas parecidas, o que agudiza o contraste: a criança receberia não apenas algo inútil, mas algo perigoso, capaz de feri-la. A ideia de um pai que responde à confiança do filho com um dom nocivo soa monstruosa, e é justamente esse choque que Jesus quer provocar.
Os dois exemplos, pão-pedra e peixe-serpente, formam um par que envolve todo o cuidado paterno: nem o inútil, nem o prejudicial. Deus não engana quem lhe pede. Para quem carrega imagens distorcidas de um Deus que testa cruelmente ou que responde à fé com castigo, este versículo é uma correção suave. Podemos apresentar nossos pedidos sem medo de sermos ludibriados; o coração do Pai é, antes de tudo, favorável ao bem de seus filhos.