Mateus 25:36

Mateus 25:36
“Estava nú, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me.”
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O que este versículo diz

A lista continua com mais três obras de misericórdia: vestir o nu, visitar o doente, ir ver o preso. São gestos que exigem não apenas recursos, mas presença e proximidade. Vestir quem está nu supõe atenção à dignidade do outro; visitar o enfermo e o encarcerado supõe vencer a distância, o medo e a repugnância que muitas vezes afastam as pessoas do sofrimento alheio. É notável que Jesus inclua o preso — figura frequentemente esquecida ou julgada — entre aqueles com quem se identifica. Ir vê-lo não implica aprovar delitos, mas reconhecer a humanidade de quem está encarcerado. Essas obras, somadas às do versículo anterior, formam seis dos sete gestos que a tradição cristã consagrou como obras de misericórdia corporais; o sétimo, sepultar os mortos, foi acrescentado depois, inspirado em Tobias. Para o leitor, o texto amplia o horizonte da compaixão. Não basta socorrer de longe; há um chamado a estar presente junto de quem sofre isolamento, doença ou prisão. E permanece a identificação assombrosa: também no doente esquecido e no preso abandonado, é Cristo que espera a visita. A fé se prova, assim, na coragem de aproximar-se justamente de quem o mundo tende a evitar.

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