Mateus 25:27

Mateus 25:27
“Por isso te cumpria dar o meu dinheiro aos banqueiros, e, quando eu viesse, receberia o meu com os juros.”
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O que este versículo diz

O senhor aponta o mínimo que o servo poderia ter feito: entregar o dinheiro aos banqueiros para que rendesse ao menos os juros. A menção é realista — havia na época quem recebesse depósitos e pagasse rendimentos. O detalhe é significativo porque mostra que não se exigia dele um feito extraordinário nem o risco de grandes negócios; bastava não deixar o talento absolutamente estéril. Mesmo a iniciativa mais modesta teria sido aceita. Isso agrava a culpa do servo: não é que ele tenha tentado e falhado, é que não fez rigorosamente nada. A parábola deixa claro que Deus não cobra além das nossas forças, mas espera de cada um algum fruto proporcional à sua capacidade. Para o leitor, há aqui um consolo e uma exigência. Consolo, porque não se pede de nós o impossível ou o heroico, mas passos possíveis de fidelidade. Exigência, porque a total inércia não tem defesa. Sempre há algo ao nosso alcance — por menor que seja — que podemos fazer com os dons, o tempo e as oportunidades que nos foram confiados.

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