Mateus 24:43

Mateus 24:43
“Mas considerae isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa.”
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O que este versículo diz

Jesus ilustra a vigilância com uma pequena parábola doméstica. As noites eram divididas em vigílias, turnos de guarda, e o dono da casa não pode saber em qual delas o ladrão virá. A conclusão é evidente: se soubesse a hora, ficaria acordado e impediria que "minassem" — literalmente, cavassem — a parede de sua casa, feita muitas vezes de barro e fácil de arrombar. A comparação é ousada e desconcertante: a vinda do Senhor é súbita e imprevisível como a de um ladrão, imagem que os apóstolos depois retomariam nas cartas.

O ponto não é assustar, mas provocar responsabilidade. Quem ama o que lhe foi confiado permanece atento. Aplicado à vida espiritual, o versículo pergunta a cada um o que estamos deixando "minar" por descuido — a oração, a consciência, os laços de amor. A vigilância cristã não é ansiedade, é o cuidado sereno de quem guarda um tesouro que não quer perder por negligência ou sonolência do coração.

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