Mateus 18:27
“Então o senhor daquele servo, movido de intima compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a divida.”
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“Então o senhor daquele servo, movido de intima compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a divida.”
O que este versículo diz
Aqui está o coração da parábola. O senhor, "movido de íntima compaixão", faz muito mais do que o servo pediu: não concede prazo, mas cancela integralmente a dívida impagável. A expressão traduzida por compaixão indica uma emoção visceral, um comover-se nas entranhas, o mesmo verbo usado nos evangelhos para descrever a misericórdia de Jesus diante das multidões e dos sofredores. O perdão não nasce de um cálculo, mas de um coração tocado. O senhor "soltou-o", devolvendo-lhe a liberdade e o futuro que estavam perdidos.
Esse gesto é a imagem do que Deus faz conosco. Não recebemos um parcelamento da dívida, mas o perdão total, gratuito, que nenhum esforço poderia conquistar. Vale demorar-se nessa cena e deixar-se alcançar por ela: fomos perdoados assim, por pura misericórdia. Toda a exigência de perdoar que virá a seguir se apoia nessa experiência primeira de ser perdoado. Quem nunca se sentiu comovido pela graça recebida dificilmente será capaz de estendê-la a outros. A parábola nos convida a olhar primeiro para a compaixão que nos libertou.