Mateus 18:21
“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete”
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“Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete”
O que este versículo diz
Pedro, sempre pronto a falar, dá voz à pergunta que o ensino sobre o irmão faltoso naturalmente suscita: até quando perdoar? Sua proposta de sete vezes já era generosa para os padrões da época, que costumavam falar de um limite bem menor. Ao sugerir sete, número que na Bíblia evoca plenitude, Pedro imagina estar sendo magnânimo. Mas por trás da pergunta há ainda a mentalidade da contabilidade: perdoar até um teto, depois do qual seria lícito cobrar. O discípulo quer saber onde termina a obrigação.
A pergunta é honesta e muito humana. Todos nós, feridos repetidamente pela mesma pessoa, sentimos que há um limite razoável para a paciência. Pedro apenas verbaliza o que pensamos. O valor de sua franqueza é abrir espaço para a resposta de Jesus, que romperá com toda lógica de limite. Antes de recebê-la, vale reconhecer em nós esse mesmo desejo de calcular o perdão, de guardar o direito de, um dia, dizer basta e passar a cobrar.