Mateus 12:10
“E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?”
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“E, estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados?”
O que este versículo diz
Dentro da sinagoga há um homem com a mão "mirrada", atrofiada, provavelmente incapaz de trabalhar e sustentar-se. Mas o foco dos presentes não recai sobre o sofrimento dele. A pergunta "É lícito curar nos sábados?" não nasce de sincera busca da verdade; Mateus é explícito: era "para o acusarem". O homem enfermo torna-se instrumento de uma armadilha.
Eis o contraste doloroso do capítulo levado ao extremo. De um lado, uma necessidade humana real e visível; de outro, um coração ocupado em flagrar uma falta. A pergunta é legítima em si, pois a tradição admitia socorrer no sábado quem corria risco de morte, mas o caso dessa mão paralisada não era urgente aos olhos deles. Para o leitor, o alerta é penetrante: é possível estar na casa de oração, cercado de zelo religioso, e mesmo assim usar o outro como pretexto. A pergunta que Deus nos faz não é apenas o que é lícito, mas o que é amoroso.