Marcos 5:5
“E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulchros, e ferindo-se com pedras.”
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“E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes, e pelos sepulchros, e ferindo-se com pedras.”
O que este versículo diz
Aqui o sofrimento aparece em sua forma mais nua. "De dia e de noite", sem descanso, o homem clamava pelos montes e sepulcros e se feria com pedras. Marcos descreve um tormento contínuo, uma dor que não tem trégua e que se volta contra o próprio corpo. A autoflagelação revela que o cativeiro não vinha só de fora: a força que o dominava o impelia a destruir-se.
É um dos retratos mais comoventes do sofrimento humano em todo o evangelho, e merece ser lido sem sensacionalismo. Há pessoas hoje que vivem esse grito ininterrupto por dentro, feridas que se repetem, noites sem descanso, uma dor que muitas vezes se volta contra elas mesmas. O texto não idealiza nem julga; apenas mostra a extensão da miséria antes de mostrar a extensão da misericórdia. Diante de quem clama assim, a fé aprende a não desviar o olhar, porque foi exatamente esse clamor que atraiu Jesus à outra margem.