Marcos 14:1
“E dali a dois dias era a Páscoa, e a festa dos pães ázimos, e os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo, e o matariam.”
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“E dali a dois dias era a Páscoa, e a festa dos pães ázimos, e os principais dos sacerdotes e os escribas buscavam como o prenderiam com dolo, e o matariam.”
O que este versículo diz
Marcos abre aqui a narrativa da Paixão situando-a no calendário mais sagrado de Israel. A Páscoa recordava a libertação do Egito, e a festa dos pães ázimos, ligada a ela, marcava dias de purificação em que se retirava todo fermento das casas. É nesse ambiente de peregrinos, cordeiros e memória da libertação que os líderes religiosos tramam a morte de Jesus. O evangelista sublinha o contraste: enquanto o povo celebra a redenção antiga, prepara-se, nos bastidores, o sacrifício do verdadeiro Cordeiro. A expressão "com dolo" revela que não buscavam justiça, mas um estratagema, um modo dissimulado de eliminá-lo sem escândalo público.
O texto nos convida a olhar com sobriedade para como a religião pode ser distorcida quando o poder se sente ameaçado. Também nos lembra que os tempos de Deus não coincidem com os cálculos humanos: aquilo que homens planejavam nas sombras entraria, providencialmente, no coração da festa da libertação.