Lucas 16:27

Lucas 16:27
“E disse ele: Rogo-te pois, ó pai, que o mandes a casa de meu pai,”
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O que este versículo diz

O rico faz um segundo pedido, e nele desponta algo novo: uma preocupação para além de si mesmo. Roga que Lázaro seja enviado à casa de seu pai, isto é, à sua família ainda viva. Alguns veem aqui um lampejo tardio de compaixão; ainda assim, note-se que ele continua a pensar em Lázaro como mensageiro a seu serviço, e que sua atenção se volta aos seus, aos de sua casa, não a todos os que sofrem. A conversão do olhar permanece incompleta.

O detalhe é humano e revelador. Muitas vezes, o despertar para o cuidado com o outro começa pelos vínculos mais próximos, o que é natural e bom, mas pode também trair um horizonte ainda estreito. A parábola caminha agora para sua lição final sobre o que basta para a salvação. Antes disso, deixa transparecer o drama de quem só compreende tarde a importância de advertir e amar. Para o leitor vivo, há tempo de fazer pelos seus, e por todos, o que este homem só desejou fazer depois.

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