Judas 1:6
“E aos anjos que não guardaram a sua origem, mas deixaram a sua propria habitação, reservou debaixo da escuridão, e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;”
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“E aos anjos que não guardaram a sua origem, mas deixaram a sua propria habitação, reservou debaixo da escuridão, e em prisões eternas até ao juízo daquele grande dia;”
O que este versículo diz
O segundo exemplo é mais misterioso: anjos que "não guardaram a sua origem" e "deixaram a sua própria habitação", agora reservados na escuridão até o juízo. Muitos estudiosos leem aqui uma alusão à tradição judaica sobre a queda de seres angelicais, tradição presente em livros como 1 Enoque, que circulavam no ambiente do autor. O detalhe teológico central é o contraste com o versículo anterior: assim como o povo incrédulo caiu, também seres de posição elevada não escaparam quando abandonaram o lugar que Deus lhes dera. O verbo guardar reaparece com ironia: os que não guardaram sua condição agora se encontram guardados sob juízo.
A imagem fala ao coração humano sobre a tentação de sair do próprio lugar diante de Deus, de recusar os limites que ele estabelece por amor. A verdadeira grandeza não está em ultrapassar as fronteiras da criatura, mas em habitar fielmente o espaço em que fomos colocados, confiando que ali encontramos nossa dignidade.