Judas 1:10
“Porém estes dizem mal do que não sabem; e o que naturalmente conhecem, como animais irracionais, nisso se corrompem.”
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“Porém estes dizem mal do que não sabem; e o que naturalmente conhecem, como animais irracionais, nisso se corrompem.”
O que este versículo diz
O contraste com Miguel torna-se explícito. Enquanto o arcanjo se conteve diante do que era sagrado, "estes" falsos mestres "dizem mal do que não sabem", insultando realidades espirituais que não compreendem. E naquilo que de fato conhecem, isto é, os instintos que compartilham com "animais irracionais", é justamente onde se corrompem. O autor descreve assim uma dupla falência: ignorância arrogante diante do que é elevado e escravidão diante do que é meramente instintivo. Rebaixados ao nível do apetite, tornam-se destruidos por aquilo que deveriam governar.
A advertência ilumina uma armadilha humana permanente. Podemos falar com desdém de coisas que não entendemos, enquanto nos deixamos dominar exatamente pelos impulsos que julgamos conhecer bem. A dignidade humana está em usar a razão e a consciência para servir ao bem, não em segui-las cegamente rumo à degradação. O leitor é convidado a cultivar humildade diante do mistério e domínio sereno diante das paixões, invertendo o caminho descrito no versículo.