João 8:16
“E, se eu tambem julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou.”
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Neste versículo
- Quem falaJesus
“E, se eu tambem julgo, o meu juízo é verdadeiro, porque não sou eu só, mas eu e o Pai que me enviou.”
O que este versículo diz
Jesus completa o raciocínio anterior. Se, no entanto, ele julga, seu juízo é verdadeiro, porque não julga sozinho: está em plena comunhão com o Pai que o enviou. O critério de validade que os fariseus exigiam — a confirmação por outra testemunha — cumpre-se de maneira insuspeitada, pois o Pai e o Filho testemunham em uníssono. O juízo de Jesus não é opinião isolada de um indivíduo, mas expressão da vontade de Deus.
Esse versículo revela um traço central da teologia joanina: a unidade profunda entre o Filho e o Pai. Jesus nunca age por conta própria, desligado da origem divina. Tudo o que faz e julga brota dessa comunhão. Para o leitor, há um ensinamento sobre a fecundidade de não caminhar sozinho. Nossos juízos ganham verdade quando deixam de ser afirmação do próprio ego e passam a buscar a comunhão com Deus e com a comunidade. Decidir e discernir na companhia do Pai é o oposto de julgar segundo a carne, cada um trancado em si mesmo.