“Então Pilatos saiu fora e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem?”
Ouça João 18:29
O que este versículo diz
Pilatos, o governador romano, sai ao encontro dos acusadores, respeitando o escrúpulo deles de não entrar no pretório, e pergunta: que acusação trazeis contra este homem. A pergunta é a formalidade legítima de um processo. Toda condenação exige uma acusação concreta, e Pilatos, ao menos de início, cumpre o rito jurídico esperando uma imputação precisa.
O detalhe revela a moldura do julgamento. Jesus, que já fora agredido e humilhado pelas autoridades religiosas, entra agora na esfera do poder romano, o único com autoridade para aplicar a pena de morte na Judeia ocupada. A pergunta de Pilatos abre um novo ato do drama. Para o leitor, a cena introduz uma figura ambígua: um governador que ainda pergunta pela acusação, sinal de que a evidência de culpa não existia. O processo contra Cristo terá de se apoiar em pressões e conveniências, não em provas. E o próprio ritual de Pilatos, ao exigir uma acusação, acabará por expor, adiante, a inocência daquele que lhe entregam para julgar.
O que este versículo diz
Pilatos, o governador romano, sai ao encontro dos acusadores, respeitando o escrúpulo deles de não entrar no pretório, e pergunta: que acusação trazeis contra este homem. A pergunta é a formalidade legítima de um processo. Toda condenação exige uma acusação concreta, e Pilatos, ao menos de início, cumpre o rito jurídico esperando uma imputação precisa.
O detalhe revela a moldura do julgamento. Jesus, que já fora agredido e humilhado pelas autoridades religiosas, entra agora na esfera do poder romano, o único com autoridade para aplicar a pena de morte na Judeia ocupada. A pergunta de Pilatos abre um novo ato do drama. Para o leitor, a cena introduz uma figura ambígua: um governador que ainda pergunta pela acusação, sinal de que a evidência de culpa não existia. O processo contra Cristo terá de se apoiar em pressões e conveniências, não em provas. E o próprio ritual de Pilatos, ao exigir uma acusação, acabará por expor, adiante, a inocência daquele que lhe entregam para julgar.