Atos 7:38
“Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para nol-as dar.”
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“Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para nol-as dar.”
O que este versículo diz
Estêvão descreve Moisés como aquele que esteve "entre a congregação no deserto", com o anjo que lhe falava no Sinai e com os pais, e que recebeu "as palavras de vida" para transmiti-las ao povo. A Lei é apresentada, portanto, não como peso morto, mas como palavra viva e vivificante recebida de Deus.
É uma resposta hábil à acusação de que Estêvão desprezaria a Lei. Longe disso, ele a exalta como "palavras de vida", mediadas por Moisés no deserto. O termo traduzido por "congregação" ou assembleia designa o povo reunido diante de Deus, imagem que a comunidade cristã aplicaria depois à igreja. Estêvão honra a origem divina da Lei justamente para, em seguida, denunciar como o povo desobedeceu a ela. Para o leitor, o versículo convida a receber a Palavra de Deus como fonte de vida, e não como fardo. As Escrituras nos foram entregues para nos vivificar, não para nos esmagar. Mas há um alerta implícito: receber palavras de vida e não obedecê-las, como se verá no próximo versículo, transforma o dom mais precioso em ocasião de julgamento.