Atos 25:16

Atos 25:16
“Aos quais respondi não ser costume dos romanos entregar algum homem à morte, sem que o acusado tenha presentes os seus acusadores, e tenha lugar de defender-se da acusação.”
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O que este versículo diz

Festo relata sua resposta às lideranças e, ao fazê-lo, expõe um princípio nobre do direito romano: não era costume entregar alguém à morte antes que o acusado enfrentasse seus acusadores face a face e tivesse a oportunidade de se defender. O réu tinha direito à ampla defesa e ao contraditório, garantias que o mundo antigo, mesmo pagão, já reconhecia como justiça elementar.

É notável, e um tanto irônico, que a justiça romana se mostre aqui mais escrupulosa do que o desejo das autoridades religiosas, que queriam condenar sem processo. Lucas parece fazer questão de registrar como o direito civil, ainda que imperfeito, protegeu repetidas vezes o apóstolo. Para o leitor, o versículo afirma um valor permanente: ninguém deve ser condenado sem ser ouvido. Esse princípio, que atravessa os séculos, nasce de uma intuição profunda sobre a dignidade humana. Julgar alguém pelas costas, sem lhe dar voz, é injustiça, por mais respeitável que pareça o tribunal. A verdade não teme o confronto aberto entre acusação e defesa.

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