Atos 22:20
“E quando o sangue de Estevão, tua testemunha, se derramava, tambem eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava os vestidos dos que o matavam.”
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“E quando o sangue de Estevão, tua testemunha, se derramava, tambem eu estava presente, e consentia na sua morte, e guardava os vestidos dos que o matavam.”
O que este versículo diz
Paulo continua seu argumento evocando a memória mais pesada de sua consciência: a morte de Estêvão, o primeiro mártir cristão. Ele reconhece que estava presente, que consentia naquela morte e que guardava as roupas dos que apedrejavam o discípulo. É uma confissão nua diante de todos. Chama Estêvão de "tua testemunha", usando de novo a palavra que significa também mártir, aquele cujo testemunho chegou ao ponto de derramar o próprio sangue.
Essa lembrança revela como o passado, mesmo perdoado, permanece vivo na consciência de quem se converteu. Paulo não esquece Estêvão; carrega essa cena como marca da misericórdia que o alcançou apesar de tudo. A verdadeira contrição não apaga a memória do mal feito, mas a transforma em humildade e gratidão. Também nós, ao lembrarmos dos males que causamos, não somos convidados ao desespero, mas a deixar que essa memória nos mantenha humildes e conscientes de quanto fomos perdoados, para que jamais julguemos com dureza os pecados alheios.