Atos 18:15

Atos 18:15
“Mas, se a questão é de palavras, e de nomes, e da lei que entre vós ha, vêde-o vós mesmos: porque eu não quero ser juiz dessas coisas.”
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O que este versículo diz

Gálio conclui seu raciocínio: como a controvérsia é sobre palavras, nomes e a lei própria dos judeus, cabe a eles mesmos resolvê-la. Ele se recusa expressamente a ser juiz dessas questões. Para o procônsul, tratava-se de disputa interna de uma religião permitida, não de matéria criminal que exigisse a intervenção do Estado.

Sem saber, Gálio prestou um serviço enorme à causa cristã. Sua decisão criou um precedente que, por algum tempo, protegeu a pregação de Paulo sob o guarda-chuva legal do judaísmo, dando-lhe liberdade para seguir anunciando. O que os opositores planejaram para deter Paulo terminou por assegurar sua atuação. É notável como Deus se serve até da indiferença de um magistrado pagão para cumprir seus propósitos. Para o leitor, fica um consolo diante de acusações injustas: nem sempre precisamos vencer todas as batalhas com nossas próprias forças. Às vezes a própria situação, conduzida por Mãos maiores que as nossas, se desfaz por si mesma. A verdade não teme o tribunal; teme apenas ser abandonada por quem deveria anunciá-la.

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