Apocalipse 18:13
“E canela, e especiaria, e perfume, e unguento odorifero, e incenso, e vinho, e azeite, e flor de farinha, e trigo, e cavalgaduras, e ovelhas; e mercadorias de cavalos, e de carros, e de corpos e de almas de homens.”
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O que este versículo diz
A lista continua, agora com produtos de consumo cotidiano e refinado: especiarias como canela, perfumes, incenso, vinho, azeite, farinha, trigo; depois animais — gado, ovelhas, cavalos — e carros de luxo. E então, ao fim, num gesto de imenso poder narrativo, a lista se encerra com duas palavras que fazem o leitor estremecer: "corpos e almas de homens". Trata-se do comércio de escravos, seres humanos reduzidos à condição de mercadoria, listados depois dos cavalos.
Aqui a denúncia atinge seu ápice. O sistema babilônico, no seu apetite por luxo, chega a traficar pessoas como se fossem objetos. A ordem da lista — do ouro às vidas humanas — expõe a inversão de valores mais grave de todas: quando o lucro vale mais que a dignidade da pessoa. Para o leitor de hoje, este versículo permanece dolorosamente atual, pois o tráfico de seres humanos e a exploração ainda existem. Diante de Deus, nenhuma riqueza justifica tratar uma alma como coisa. É um chamado a defender a dignidade de cada vida.