Apocalipse 16:3
“E o segundo anjo derramou a sua salva no mar, e tornou-se em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente.”
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“E o segundo anjo derramou a sua salva no mar, e tornou-se em sangue como de um morto, e morreu no mar toda a alma vivente.”
O que este versículo diz
A segunda taça atinge o mar, que se torna "sangue como de um morto" — não o sangue vivo, mas o coágulo escuro de um cadáver, imagem de morte e corrupção total. Toda criatura viva das águas perece. Aqui o Apocalipse retoma a primeira praga do Egito, quando o Nilo virou sangue, agora ampliada à escala do oceano.
Há uma progressão em relação às trombetas de capítulos anteriores, onde só "a terça parte" era afetada; agora o juízo se torna mais abrangente. O mar, na Antiguidade, era símbolo do caos e também fonte de sustento e comércio; sua morte representa o colapso daquilo em que o mundo confiava para prosperar. Para o leitor, o versículo é sóbrio: aquilo que exploramos sem cuidado nem gratidão pode se voltar contra nós. É também um convite a não idolatrar o que é criatura, pois só o Criador dá e sustenta a vida.