Apocalipse 13:1
“E eu puz-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez cornos, e sobre os seus cornos dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfemia.”
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“E eu puz-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez cornos, e sobre os seus cornos dez diademas, e sobre as suas cabeças um nome de blasfemia.”
O que este versículo diz
O capítulo abre uma das visões mais impressionantes do Apocalipse. João, situado à beira do mar — imagem que na Bíblia costuma evocar o caos e as nações agitadas —, contempla o surgimento de uma besta que emerge das águas. As sete cabeças e os dez chifres retomam propositalmente a figura do dragão do capítulo anterior, sugerindo que este poder é instrumento e imitação do inimigo de Deus. Os dez diademas, coroas de autoridade, indicam pretensão de domínio político; o "nome de blasfêmia" sobre as cabeças aponta para a arrogância que reivindica honras devidas somente a Deus.
Muitos estudiosos entendem que João descreve, com linguagem simbólica, o poder imperial de seu tempo, que exigia culto e adoração. A imagem, porém, transcende uma época: fala de todo sistema que se absolutiza e se coloca no lugar do Criador. Para o leitor, é um convite à lucidez espiritual, reconhecendo quando as estruturas humanas ultrapassam seus limites e reclamam para si o que pertence a Deus.