Apocalipse 10:4
“E, havendo os sete trovões dado as suas vozes, eu ia escrevel-as, e ouvi uma voz do céu, que me dizia: Sela as coisas que os sete trovões falaram, e não as escrevas.”
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“E, havendo os sete trovões dado as suas vozes, eu ia escrevel-as, e ouvi uma voz do céu, que me dizia: Sela as coisas que os sete trovões falaram, e não as escrevas.”
O que este versículo diz
João, fiel à sua missão de escrever o que vê, já se prepara para registrar as vozes dos sete trovões, quando uma voz do céu o interrompe e ordena: sele o que os trovões disseram e não o escreva. É um dos poucos momentos do livro em que o vidente é impedido de comunicar aquilo que recebeu, contrastando com o começo do Apocalipse, onde tudo devia ser anotado. O verbo "selar" aqui tem sentido oposto ao de Daniel: ali se selava para o futuro, aqui se guarda em silêncio o que não cabe revelar.
Há nisso uma lição sóbria sobre os limites do conhecimento. Nem tudo o que Deus sabe nos é dado saber, e há mistérios que permanecem legitimamente ocultos. Para o coração ansioso por decifrar cada detalhe do fim, o versículo ensina a paz de aceitar que algumas coisas ficam com Deus. Confiar não é saber tudo; é descansar em Quem sabe.