2 Coríntios 1:9
“De modo que já em nós mesmos tinhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que resuscita os mortos:”
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“De modo que já em nós mesmos tinhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus, que resuscita os mortos:”
O que este versículo diz
Paulo interpreta agora o sentido daquela experiência-limite. Sentia dentro de si "a sentença de morte", como um veredicto já pronunciado; humanamente falando, não havia saída. Mas ele enxerga um propósito por trás do desespero: "para que não confiássemos em nós mesmos, mas em Deus". A provação extrema esvaziou toda autossuficiência e o obrigou a apoiar-se inteiramente naquele que pode mais que a morte.
O título que Paulo escolhe para Deus é decisivo: aquele "que ressuscita os mortos". Ele fala como judeu que confessa o poder de Deus sobre a morte e como cristão que já conhece a ressurreição de Jesus. Quando a situação chegou ao ponto onde só um Deus assim poderia ajudar, ficou claro em quem se deve confiar. Há um consolo austero nisto: às vezes Deus permite que cheguemos ao fim de nossas forças justamente para nos revelar recursos que não são nossos. A esperança cristã não é otimismo sobre nós mesmos, mas fé firme no Deus que dá vida onde só havia morte.