1 Coríntios 9:17
“Porque, se o faço de boamente, terei premio; mas, se de má vontade, de uma dispensação estou encarregado.”
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“Porque, se o faço de boamente, terei premio; mas, se de má vontade, de uma dispensação estou encarregado.”
O que este versículo diz
Paulo aprofunda a distinção que vinha fazendo. Se ele pregasse por escolha espontânea, teria direito a uma recompensa, como qualquer trabalhador que assume livremente uma tarefa. Mas, como o próprio versículo anterior mostrou, sua pregação é fruto de uma vocação irresistível: ele foi "encarregado de uma dispensação", isto é, confiaram-lhe uma administração, uma mordomia da qual não pode simplesmente desistir.
A palavra usada evoca a figura do administrador de confiança, o servo a quem o senhor entrega bens para gerir com fidelidade. Paulo se vê assim: alguém a quem Deus confiou o evangelho, com a responsabilidade de distribuí-lo. Feito de boa vontade ou não, o encargo permanece. O que ele controla é a atitude do coração diante da tarefa. Para o leitor, há aqui uma verdade sobre a fé: fomos todos feitos administradores de dons e verdades que não são nossos, mas de Deus. A questão não é se serviremos, mas com que espírito o faremos — de bom grado, colhendo alegria, ou com má vontade, apenas cumprindo o mínimo.