“Confundam-se e assombrem-se perpetuamente; envergonhem-se, e pereçam.”
Ouça Salmos 83:17
O que este versículo diz
O tom volta a endurecer, com um acúmulo de verbos que pedem a confusão e a ruína dos inimigos "perpetuamente". À primeira vista, parece contradizer o versículo anterior, que desejava a conversão deles. Mas muitos estudiosos leem os dois em conjunto: o salmista deseja que os adversários sejam envergonhados de tal modo que ou se rendam a Deus, ou vejam desfeito para sempre o seu projeto de dominação. O que ele quer aniquilado, no fundo, é a soberba que os move, e não simplesmente as pessoas.
Esta é uma das orações que a Escritura chama de imprecatórias, e é honesto reconhecer que elas nos desafiam. Não são modelo de rancor, mas expressão crua de quem sofre injustiça e a coloca diante de Deus em vez de vingar-se. O leitor de hoje pode acolhê-las como permissão para nomear a dor sem disfarce, entregando ao juízo divino aquilo que não consegue resolver — e confiando que Deus fará justiça melhor do que faríamos nós.
O que este versículo diz
O tom volta a endurecer, com um acúmulo de verbos que pedem a confusão e a ruína dos inimigos "perpetuamente". À primeira vista, parece contradizer o versículo anterior, que desejava a conversão deles. Mas muitos estudiosos leem os dois em conjunto: o salmista deseja que os adversários sejam envergonhados de tal modo que ou se rendam a Deus, ou vejam desfeito para sempre o seu projeto de dominação. O que ele quer aniquilado, no fundo, é a soberba que os move, e não simplesmente as pessoas.
Esta é uma das orações que a Escritura chama de imprecatórias, e é honesto reconhecer que elas nos desafiam. Não são modelo de rancor, mas expressão crua de quem sofre injustiça e a coloca diante de Deus em vez de vingar-se. O leitor de hoje pode acolhê-las como permissão para nomear a dor sem disfarce, entregando ao juízo divino aquilo que não consegue resolver — e confiando que Deus fará justiça melhor do que faríamos nós.