Salmos 78:27

Salmos 78:27
“E choveu sobre eles carne como pó, e aves dazas como a areia do mar.”
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O que este versículo diz

O salmista descreve a fartura de carne com hipérboles vívidas: Deus fez chover carne "como pó" e aves "como a areia do mar". As duas comparações — poeira e areia — evocam quantidade incontável, abundância que excede toda medida. As aves são as codornizes trazidas pelos ventos do versículo anterior, agora caindo em profusão sobre o acampamento.

Há uma ironia contida na cena. O povo duvidara que Deus pudesse preparar carne; a resposta veio em excesso quase esmagador, como que para não deixar nenhuma dúvida sobre seu poder. Mas essa abundância, como o salmo mostrará em seguida, tornou-se também juízo, porque foi concedida a um coração dominado pelo apetite e não pela gratidão. Para o leitor de hoje, o versículo carrega uma advertência sutil: nem todo desejo atendido é bênção pura. Deus às vezes concede o que insistentemente pedimos, mas o modo como recebemos revela nosso coração. A fartura só é bênção quando acompanhada de reconhecimento; do contrário, pode tornar-se ocasião de ruína.

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